Projetos realizados em residência no complexo de condomínios Península, Rio de Janeiro |
Projects created in residency at the condo complex Peninsula, Rio de Janeiro

Prêmio | Award: XI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da Funarte

Publicado | Published: São Casas / Luiza Baldan. Rio de Janeiro : Noise/Automática, 2012; Lugar Nenhum / cur. Heloisa Espada e Lorenzo Mammì. Rio de Janeiro : IMS, 2013; Mapas Invisíveis / cur. Daniela Name. Rio de Janeiro : Caixa Cultural, 2010; Barra Megamix / ed. Keith Kaseman, Raul Corrêa-Smith. New York : The Graduate School of Architecture, Planning and Preservation Columbia University, 2012.



Série Insulares, 2010
Impressão a jato de tinta em papel algodão | Inkjet print on cotton paper
110 x 140cm ; 100 x 100cm (díptico | diptych)
Ed. 3 + 2 P.A.





Série Marginais, 2010
Lambda print
50 x 65cm cada | each
Ed. 3 + 2 P.A.






Exposições individuais | Solo shows


São Casas
CCD/Studio-X Rio
10.10.2012-13.11.2012
Curador | Curator: Guilherme Bueno (texto) | (text English version)






Insulares e Marginais
Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro
09.11.2011 – 10.12.2011
Texto Frederico Coelho
Texto Insulares e marginais / Luiza Baldan









Exposições coletivas | Group shows


Atributos do Silêncio
Galeria Bergamin, São Paulo
31.08 - 26.09.2015
Curador | Curator: Felipe Scovino (texto)
Entrevista com Felipe Scovino para Globo News



Lugar Nenhum
Instituto Moreira Salles, Rio
02.03.2013 – 02.06.2013
Curadores | Curators: Lorenzo Mammì, Heloisa Espada (texto)






Mapas Invisíveis
Caixa Cultural, Rio de Janeiro
22.11.2010 - 05.01.2011
Curadora | Curator: Daniela Name (texto)



De murunduns e fronteiras, 2010


Videoinstalação – 3 telas | Video installation – 3 screens
4’12” (loop)
Ed. 3 + 2 P.A.



(Trechos do texto De murunduns e fronteiras / Luiza Baldan)

Caminho de volta. A sombra é invertida. Agora já são mais de 60 borboletas. Parei de contar quando uma estava para morrer. Não tive coragem de guardá-la.
Estou numa porção de terra cercada de água por todos os lados, menos um, ligado ao continente. Quase ilha.
O cheiro de mangue ativa alguma parte da memória e me joga para longe. Precisamente dez anos atrás. A incompatibilidade entre o tempo corrido, o vivido, o lembrado, o esquecido, o sonhado. Pessoas e lugares que não posso resgatar. Pequenos falecimentos coletivos.
De volta ao suposto tempo presente, torres de concreto e vidro. Piscinas privadas diante de águas poluídas. Espaços de silêncio entre burburinhos condominiais. Direito de propriedade exercido em comum.
Avisto uma ilhota em meio a águas, prédios e shoppings. Um território neutro, silencioso, observador, passivo, tímido, úmido, como muitos dos que já passei.
Pisei no sol. Demora um tempo para o olho se acostumar e enxergar através do regurgito. Espinha de peixe, conchas e formigas se camuflam pela fuligem e a capa branca e ácida do vômito dos pássaros. Penas de todos os tamanhos. Coco verde e coco seco. O balanço das folhas e galhos lembram passos, apesar de eu estar sozinha.